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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Os domínios deste castelo


Passeio pelo Reino da Preguiça, enquanto posso, e lá vou deitando o olho aos de Inglaterra e de Portugal. Não muito convencida, é certo, com as descrições do quotidiano que são feitas neste livro comovente e maternal.
Quando a autora coloca D. Filipa a escrever com uma caneta (seria Montbanc?) até tive uma tontura...
Quando diz que ela bebia chá, em vez de tisanas, quase que fiquei engasgada...
Quando se refere a D. Isabel de Aragão como Rainha Santa Isabel, tendo esta sido beatificada e canonizada posteriormente, no século XVI e XVII respetivamente, julguei que era necessário ter a resiliência de um mártir para continuar a leitura...
Eu compreendo o fascínio da autora pela figura histórica, mas mergulhar na mundividência medieval não é, decididamente, para todos. Resta-me continuar a leitura, esperando ardentemente pelo próximo livro de João Paulo Oliveira e Costa.
É que isto do romance histórico não é para quem quer, é para quem SABE!

P.S. - Escreve a autora no final do livro: "Alcáçova de Lisboa, era também conhecido por este nome o Paço Real de Lisboa, albergado dentro do Castelo de S. Jorge. Foi ali que ao longo dos tempos as famílias reais foram vivendo até ao terramoto a ter destruído, mudando-se os reis para a Ajuda, Belém e zonas onde acreditavam estar mais seguros."

Estou chocada!
Amanhã vou aos Jerónimos tentar avisar o rei D. Manuel I que sofria de alucinações e uma delas ocorreu quando transferiu o Paço Real para o Palácio da Ribeira. Ainda hoje a memória popular designa a oficial Praça do Comércio por Terreiro do Paço. Será por nessa zona ter existido um campo de golfe???
Isabelinha, querida, se algum dia te cruzares comigo na rua aconselho que te coloques num lugar em que, tal como a família real, "acredites estar mais segura"...

2 comentários:

  1. Já não gostava nada da senhora, achava-a pedante e muito arrogante. Agora gosto menos.

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    1. Eu acabei de perder qualquer tipo de curiosidade em relação aos restantes livros.

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