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domingo, 16 de dezembro de 2012

Still alive!



Devo começar por dizer que nunca tinha lido nada da autora, não faço parte da geração Harry Potter, no entanto, tinha uma certa curiosidade em relação a este livro, por ser o primeiro para adultos. Parece-me uma visão bastante realista e acutilante da luta pelos pequenos poderes e da vida nos meios mais conservadores, nos quais é mais importante o "parecer" do que o "ser".
E assim, depois da morte súbita de um homem ainda novo, a autora transporta-nos para a intimidade das figuras estereotipadas da sociedade local, tornando evidente para o leitor os vícios, as frustrações e as psicoses das personagens. Trata-se de uma descida ao inferno da violência doméstica, da automutilação, das toxicodependências, dos problemas dos bairros sociais, da insatisfação no casamento, das traições ignoradas, das doenças mentais e do sofrimento dos inocentes. No meio de tudo isto, apenas duas personagens surgem imaculados: a viúva e um dos jovens, que, apesar de em muitas ocasiões agir mal, o faz em prol da sua paixão adolescente.
Apesar de tudo isto, o livro é inesperadamente viciante, seguramente por colocar o leitor como voyeur da verdadeira essência da humanidade...

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