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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Só desculpo


se ele aparecer no saudoso "Perdoa-me" (julgo que era assim que se chamava tão nobre programa de entretenimento) a pedir-me desculpa pessoalmente, muito choroso, a flagelar-se, com um ramo de coroas imperiais (as flores favoritas aqui desta nobre "indivíduo com qualificação profissional para a docência..."), com o cheque da minha indemnização pela caducidade do contrato do ano passado (que assim como assim vai ter de pagar, pois já está desde janeiro uma ação no Tribunal Administrativo de Lisboa) e já agora a deste ano ( é só mesmo para não maçar outra vez o Senhor Juiz), com a abertura de vagas nos quadros para os mui nobres e leais docentes de História ( e para os outros também, vá, para que não digam que sou forreta...), com um agradecimento solene pelos 12 anos em que ando a levar pontapés de um lado para o outro e, mesmo assim, a fazer um bom trabalho (nem sei como é que ainda tenho forças, juro!) e por ter ao seu serviço, dando a cara diariamente pelo ensino público em Portugal, indivíduos formados por conceituadas universidades portuguesas, como é o caso da Universidade de Lisboa (sim, tenho que puxar a brasa à nobre casa que me formou) e que, por isso mesmo, estão para todo o sempre afastados de qualquer cargo governativo. 
E isto tudo é para não utilizar algumas expressões do português vicentino que tenho mesmo na ponta da língua, senhor diretor-geral...

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