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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Sugestão de visita

Museu de Artes Decorativas Portuguesas da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva - Palácio Azurara - Lisboa


O Palácio Azurara, circundado por uma malha urbana que evoca a memória da Lisboa medieva, está localizado no Largo das Portas do Sol. Trata-se de uma construção, provavelmente da segunda metade de seiscentos, que apresenta uma planta irregular e a adaptação à presença de uma das torres e de um troço de muralha da Cerca Moura.


Documento 1 – Fachada principal do Palácio Azurara - Apresenta um portal com pilastras e entablamento, encimado por uma composição arquitectónica na qual se destaca um frontão superior e ao centro, entre volutas, um florão decorativo. A ausência da pedra de armas indicia a origem burguesa do primeiro proprietário desta residência apalaçada.


No primeiro quartel do século XVIII é a residência principal de Bernardo Luís da Câmara Sottomayor, eventual responsável pela alteração da escadaria nobre, delimitada por azulejos que evidenciam o gosto barroco pela encenação teatral.



Documento 2 – Figura de convite, como guarda pretoriano, da escadaria nobre do Palácio Azurara - Na época de D. João V surge uma nova iconografia no azulejo, representando figuras à escala natural de damas, guerreiros, alabardeiros ou lacaios, que se destacam de um silhar de azulejos, colocadas nas entradas nobres e nos patamares das escadas dos palácios.

Como tantos edifícios da Lisboa setecentista, sofre danos com o terramoto de 1755 e, como tal, necessita de obras, que estão a decorrer no ano de 1757.

Por volta de 1790 pertence a um alto funcionário do Estado, nobilitado por D. João VI, em 1819, com o título de Visconde de Azurara, João Salter de Mendonça, que, na sequência de uma campanha de obras, coloca a sua pedra de armas sobre a porta de acesso ao Salão Nobre.

                                                             

Planta 1 – Planta do 2º piso do Palácio Azurara, com o Salão Nobre assinalado a amarelo e a porta de acesso referenciada a vermelho.


  Documento 3 – Porta do Salão Nobre


                               

Documento 4 – Pedra de armas dos Azurara.

Em 1870 pertence a Pedro da Cunha. De 1871 até ser adquirido em 1947, pelo Dr. Ricardo do Espírito Santo Silva, foi por duas vezes um colégio, sede do Estado-Maior do Exército, hospital para hidrófobos e habitação plurifamiliar, que caminhava a passos largos para a degradação. Tem então início a campanha de restauro e de obras de adaptação com vista a recriar uma casa aristocrática do século XVIII, decorada com peças da colecção particular do Dr. Ricardo do Espírito Santo Silva, futuro patrono da fundação.

Desde 1953 que alberga o Museu-Escola de Artes Decorativas Portuguesas da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, criada como instituto de utilidade pública direccionado para a protecção das artes decorativas portuguesas e os ofícios com elas relacionados. De 1991 a 1993 decorreu a operação de restauro que permitiu a ampliação do museu.


Boa Visita!

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